Hoje sonhei contigo, e acordei com teu rosto no pensamento. E com um vazio imenso... Conversas que não aconteceram, conselhos que não foram dados, saudades que não acabam de um tempo que não existiu. Sim, foi maravilhoso enquanto durou. Mas preciso de ti agora! Preciso de ti nesse momento. Preciso chorar de desabafo e não de saudade. Preciso olhar nos teus olhos mais uma vez.
Se me fosse dada outra oportunidade, eu não pensaria em mais nada, te abraçaria forte e diria mil vezes que te amo. E choraria no teu ombro por todas as vezes que precisei disso. Mas não sei o que fazer, não sei em que acreditar, não sei se um dia esse dia chegará. O que me resta é a esperança de que saibas o que eu sinto, pois não poderei te dizer isso olhando em teus olhos.
A única falta que sinto é desse tempo que não passamos juntos. O único arrependimento foi não ter te dito "Eu te amo!" todos os dias, pois todos os dias eu te amo! E foram dias inesquecíveis, lembranças que aumentam minhas lágrimas e me fazem por um minuto perceber o quão fúteis são meus problemas do dia a dia. E quando tudo parece triste eis que aparece um de meus "anjos" pra me consolar. E como são especiais! Queria que estivesse aqui para conhecê-los.
Hoje choro, grito com todas as minhas forças mas não sei se me ouves. E essa dúvida parte meu coração ao meio. Não espero respostas, sei que terei que conviver com isso. Mas pra eu ficar bem só preciso que tu me ouças agora, só quero te dizer 3 palavras: "Eu te amo!". Te amo com todas as minhas forças, te amo porque sou parte de ti e o meu amor nunca acabará. E por isso ele é incondicional. Pois tu sabes que nunca haverá pessoa nesse mundo capaz de ocupar teu lugar. E eu não quero que ninguém tente fazer isso.
Peço desculpas se não consigo entender como as coisas são, se estou sendo egoísta ao dizer isso tudo. Mas não posso ser hipócrita pois estou de coração aberto. Ainda posso sentir o cheiro daquelas manhãs de domingo. Ainda lembro de ficar no portão te esperando. E de te ouvir dizer pra minha mãe: "Tchau baxinha!". Me parece tão nítido, tão perto, ao mesmo tempo que sei que são apenas lembranças.
Ah se eu soubesse disso antes. Se eu soubesse há anos atrás que estava vivendo a melhor época da minha vida eu não disperdiçaria um segundo sequer. Sei que já fui por demais redundante nesse texto, mas quando misturo lembranças desse passado tão especial com o que sinto agora, só me vêm 3 palavras na cabeça, que fico repetindo incansavelmente, na esperança de que me ouças: "EU TE AMO!".
quinta-feira, maio 06, 2004
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Um comentário:
Tenho-me contido para não escrever um comentário nas tuas mensagens anteriores. Tão sinceras, tão puras. Não pude de maneira alguma ignorar esta.
De uma maneira tão simples conseguiste escrever sobre um tema tão complicado, tão difícil de traduzir de dentro para fora. Um tema que em cada uma das linhas que escreveste é aquilo que muita gente não conseguiu sequer racionalizar interiormente, quanto mais falar, escrever, exprimir.
São parágrafos universais, de memórias que não voltam mais, da consciência de que devíamos ter aproveitado mais, ter olhado mais vezes para as pessoas que amamos e vê-las dormir profundamente ou tê-las feito soltar uma gargalhada. Perdemos mais tempo a cumprir horários e a seguir os pressupostos regrados (e muitas vezes insensíveis) da sociedade, do nosso crescimento, das nossas responsabilidades que parecem crescer infinitamente e que apagam a ingenuidade infantil de dizer sempre a verdade ou de chorar quando nos sentimos tristes.
A perda que descreves é a tua, mas também é a de todos que subitamente se viram privados de algo que acreditavam ter como garantido.
Que percamos mais tempo a olhar nos olhos de quem fala connosco, mas tempo para brincar com os primos, sobrinhos, pais, filhos, namorados e avós. Não quero ter que precisar de uma experiência como a de Nando Parrado para perceber que "o contrário da morte não é a vida. É o amor."
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